
Em linhas opostas foram surgindo as pedagogias “activas” – por contraposição ao carácter “passivo” e “mecanicista” prevalecente na óptica de Thorndike, estimulando assim as teorias centradas no aluno e as “pedagogias de descoberta” em que ao formando compete toda a iniciativa e o esforço para a consecução da aprendizagem. Neste caso, ao professor-tutor competiria fornecer os estímulos e os materiais apropriados a que o aluno organizasse, independentemente, a sua própria descoberta dos saberes. São as chamadas teses construtivistas de aprendizagem (Vygostsky, Piaget, Newell & Simon, Bruner) que partem, assim, do pressuposto de que o conhecimento é construído por cada pessoa. O acto de aprender é sempre interpretativo e inferencial, envolvendo processos activos de raciocínio e de “conversação” com o mundo dos
O construtivismo cognitivo, que toma o conhecimento como alavanca central da nova formação e da nova aprendizagem, surge como o ponto de equilíbrio entre a polaridade extrema e irredutível que opôs, durante um século, os defensores de pedagogias passivas e os advogados de pedagogias activas “centradas no aprendente”. Assim, a aprendizagem passa pela autogestão de conhecimentos e de processos cognitivos, ou seja, nas aptidões ditas metacognitivas de auto regulação do esforço de aprendizagem, e de gestão das relações interpessoais. Desta forma, as competências metacognitivas são o factor determinante na propulsão das capacidades de aprender autónomo, de aprender assistido e de aprender em comunidade (aprendizagem social), sendo que todas e cada uma dessas formas de aprendizagem convergem na correcta gestão de conhecimento, velho e novo.
As novas tecnologias são, seguramente, ferramentas de cariz “informacional”, na medida em que geraram suportes extraordinariamente potentes de tratamento, processamento e transmissão de dados. Diferentemente, se e quando aproveitadas numa perspectiva eminentemente comunitária e relacional, as novas TICs ultrapassam largamente a relação clássica dos media tradicionais, para potenciar um paradigma formativo em que a aprendizagem se sustenta num meta conhecimento dinâmico exercido sobre saberes passados, actuais e futuros. As pessoas aprendentes passam a integrar comunidades de sujeitos (da aprendizagem), a gestão do conhecimento emerge da participação (na sua construção e no mundo envolvente) e a aventura da aprendizagem é indissociável da densidade em capital social e cultural do meio onde ela se opera.
A este salto de qualidade para a intervenção humana na gestão, corresponde um nível idêntico de exigência quanto ao comportamento das organizações. A moderna gestão estratégica acompanha atentamente os ciclos de vida das organizações. Às organizações pede-se, cada vez mais, que se comportem como organizações biológicas ao invés de entidades simplesmente físicas ou mecanicistas. A qualidade das empresas e demais organizações medir-se-á pela inteligência organizacional que forem capazes de convocar no confronto com a mudança e com os imperativos estratégicos de inovação que lhes facultará a diferenciação competitiva. Elas distinguir-se-ão pela geração constante de ambientes favoráveis à produção e disseminação de novo conhecimento.
O Conselho Europeu de Lisboa, realizado em Março de 2000, elegeu a economia do conhecimento e a aprendizagem permanente como pilares de uma Europa que se deve afirmar como o continente mais próspero em
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